terça-feira, 22 de abril de 2008

Valdívia, o capetinha chileno

Ver o Valdívia jogar no domingo me fez lembrar de uma figura que frequentou os gramados em um passado não tão distante assim. Recordei-me de Edílson, o capetinha.

Dois grandes jogadores com estilos bastante parecidos, apesar de atuarem em posições diferentes.

Mas o que mais eles tem em comum é o jeito despretensioso. Ou seja, provoca por querer, sem querer querendo, se é que vocês me entendem.

O futebol entrou numa esfera de interpretações. Um gesto que é ingênuo, pode não parecer para outras pessoas. Inúmeras conotações podem ser dadas, inclusive e principalmente pela mídia, que adora botar lenha na fogueira.

Talvez o momento escolhido por Valdivia fazer aquele sinal de silencio foi totalmente errado, assim como foi as embaixadinhas de Edílson, em 1999.

Mas foi o suficiente para me lembrar que no futebol ainda existe espaço para aquele cara abusado, que não pensa muito antes de fazer um gracejo.

Porém, pra tudo tem hora e local.

As vezes o que pode ser considerado engraçado, pode ser uma afronta em outra ocasião.

Um comentário:

Thiago Soares disse...

Meu amigo surreal Techima! Quanto tempo!
Gostei do seu texto.
Só não concordo que o pedido de silêncio, não foi num momento correto. Tõ cansado de um futebol pragmático, chato, cansativo.
O Valdivia, traz a lembraça de um futebol provocativo, driblador, malandro. Posso tá falando isso, talvez pq não foi contra o meu time, mas que é gostoso ver o Valdivia jogar, isso é.

Abraço!

E vamos fimes na Libertadores! Nos encontramos na final!
hahahahaha